Os 10 piores países para se nascer menina

Os 10 piores países para se nascer menina

Nunca houve melhor momento na História como o atual para se ser mulher, em que elas têm acesso às mesmas oportunidades que eles. Mas só em algumas (poucas) partes do globo. O mais recente Gender Gap Report (estudo do Fórum Económico Mundial que analisa a diferença salarial entre mulheres e homens na última década) aponta que pode demorar até 81 anos para acabar com a distância em termos de igualdade de género no planeta. 

Alguns países estão a fazer progressos de forma mais rápida que outros. A maioria das nações nórdicas, por exemplo, diminuiu a diferença de género em mais de 80%. Mas há outras que, por comparação, estão bem lá atrás. “Em muitos países, nascer pobre e mulher significa uma sentença de vida de desigualdade, opressão e pobreza”, refere a entidade não-governamental internacional ONE Campaign no seu relatório mais recente, “Poverty is Sexist” (“A pobreza é sexista”). 

O estudo tentou estabelecer onde é mais difícil ter-se nascido menina. E não é de admirar que os lugares mais difíceis para se ser do sexo feminino sejam também alguns dos países mais pobres: nove dos dez constam na lista de nações menos desenvolvidas da ONU, e nove dos dez são considerados Estados frágeis pelo Banco Mundial.

No Níger, o pior país para se nascer menina, de acordo com a análise ONE, a taxa de mortalidade materna é de 630 por 100 mil partos – em comparação com cerca de 5 por 100 mil na maioria dos países nórdicos. Enquanto os meninos nascidos no Níger podem esperar ter, em média, 6,1 anos de escola – um número ainda muito baixo – as meninas têm apenas 4,8. Quando se trata do mercado de trabalho, a taxa de participação masculina na força de trabalho situa-se em quase 90%, por comparação com 40% para as mulheres. E na esfera política elas detêm apenas 13% dos assentos no Parlamento.

Fonte: Fórum Económico Mundial

22-09-2016


Portal da Liderança