A marcha – ou morte? – lenta dos media tradicionais

A marcha – ou morte? – lenta dos media tradicionais

Há pelo menos uma década que se vaticina que os jornais, as revistas e a rádio vão acabar por se tornar praticamente obsoletos. E, embora o panorama se tenha alterado nestes últimos anos, ainda não houve uma mudança completa de paradigma.

Recentemente Ken Lerer, chairman da BuzzFeed e da Betaworks (e cofundador do Huffington Post), descreveu os desafios dos media tradicionais desta forma: “temos de consertar o avião enquanto o estamos a pilotar”. Ou seja, para o executivo americano há que manter velhos modelos de negócio baseados em assinaturas e em receita publicitária enquanto se aventura com sucesso no mundo digital. Só que esta última parte já é difícil o suficiente sem ter de se tentar contrabalançar com a primeira. Isto é: há alguns aviões que vão aterrar em segurança, mas a maioria vai despenhar-se.

O sinal mais visível da mudança em curso é o relativo sucesso de novas empresas de media como a Vice, a Buzzfeed e a Vox – e o facto de alguns dos seus maiores apoiantes serem da velha guarda. Estas três empresas são unicórnios avaliados em 1 bilião de dólares ou mais por investidores privados, que incluem inveteradas do capital de risco como a Andreessen Horowitz, a Accel Partners, a Khosla Ventures, a RRE Ventures ou a Lerer Hippeau. Mas também contam com o investimento estratégico de empresas de media tradicionais que estão a tentar proteger as suas apostas, em que se incluem a NBC Universal, a Walt Disney Company, a 21st Century Fox ou a Hearst. 

De acordo com as estimativas, em 2019 o digital nos EUA vai arrecadar o grosso da receita publicitária global, pelo que investidores e empresas que acreditam no negócio dos media devem estar preparados para o inevitável.

Fonte: Visual Capitalist

17-10-2016


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